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sábado, dezembro 01, 2007

7 Maravilhas de Portugal, 7 Concertos, 7 Intervenções Artísticas, Próximos 7 Meses

7 Maravilhas edp7 Maravilhas de Portugal vão dar lugar a 7 concertos e a 7 intervenções artísticas, nos próximos 7 meses

A EDP convidou 7 artistas plásticos para fazerem intervenções artísticas nas 7 maravilhas portuguesas, 7 músicos nacionais para inaugurarem as intervenções.

Partindo de conceitos como luz, electricidade, energias renováveis, comunidade, efémero e arquitectura, enquanto pressupostos de desenvolvimento criativo, o projecto 7 Maravilhas EDP contará com a participação de vários artistas plásticos e músicos nacionais, a saber:

Artistas Plásticos: Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, João Tabarra, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis e Susana Anágua.

Músicos: Teresa Salgueiro, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, The Gift, Rodrigo Leão, Rui Veloso e Mariza.

O projecto 7 Maravilhas EDP contou ainda com a participação de sete fotógrafos: Daniel Malhão, Duarte Belo, Eurico Lima do Vale, José Luís Neto, Luís Palma, Margarida Gouveia e Nuno Cera.

Programa

-Novembro de 2007, Palácio da Pena - Concerto de Rui Veloso (Mariza como artista convidada)+ obra de Miguel Palma (inauguração às 19h30)
NOTA: o concerto realizou-se ontem no Palácio de Seteais*, às 22h

-(Data a confirmar), Mosteiro dos Jerónimos - Concerto de Rodrigo Leão + obra de Pedro Cabrita Reis;

-Janeiro de 2008, Castelo de Óbidos - Concerto de Pedro Abrunhosa + obra de João Tabarra;

-Fevereiro de 2008, Mosteiro da Batalha - Concerto de Teresa Salgueiro + obra de Susana Anágua;

-Março de 2008, Mosteiro de Alcobaça - Concerto dos The Gift + obra de Fernanda Fragateiro

-Abril de 2008, Castelo de Guimarães - Concerto de Paulo Gonzo + obra de Ângela Ferreira

-Maio de 2008, Torre de Belém - Concerto de Mariza + obra de Joana Vasconcelos.

Locais de venda de bilhetes: FNAC, Worten, Ticket Line, Posto de Turismo de Sintra, no local do concerto.:
- 1ªPlateia: 20€
- 2ª Plateia: 15€

Fonte: edp
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sexta-feira, junho 22, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Bilhetes

Estádio da Luz


Clique na imagem para ver o preçário
(site CGD - Caixa Geral de Depósitos)

sábado, junho 09, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos é uma obra fundamental da arquitectura manuelina. O risco inicial é de Boitaca (1502), que lançou os fundamentos da igreja e do claustro, e cuja campanha de obra inclui os arranques do portal principal, actualmente abrindo para um nártex abobadado formado pelo varandim coberto que estabelece ligação com as arcadas do corpo fronteiro (onde está sediado o Museu Nacional de Arqueologia). O portal é em arco polilobado, abatido, encimado por representações alusivas ao mistério de Belém. De cada lado da entrada destacam-se, sobre mísulas, as estátuas de vulto de D. Manuel e de D. Maria.

A meio da fachada Sul, voltada para o Tejo, rasga-se o belo pórtico de João de Castilho, estruturado ao modo de monumental relicário de ourivesaria, sobrepujado pela estátua da Virgem de Belém e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Apóstolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos. No registo inferior, ao centro do mainel que divide a porta, uma estátua do Infante D. Henrique. O portal é ladeado por dois janelões de arco redondo.

A igreja é de planta longitudinal, em cruz latina, com três naves cobertas por abóbada única, rebaixada, apoiada em oito pilares octogonais de grande altura. Sistema que possibilita a criação de um espaço transparente, unificado e luminoso. A actual Capela-mor, Maneirista, é da autoria de Jerónimo de Ruão e guarda os túmulos, classificados de D. Manuel I, D. Maria, D. João III e D. Catarina. O belo retábulo-mor é de autoria de Lourenço de Salzedo, pintor régio. No transepto estão os túmulos de D. Sebastião e do Cardeal D. Henrique e, no primeiro tramo do sub-coro, estão os cenotáfios de Luís de Camões e de Vasco da Gama.

O Claustro, a Norte, é de dois andares abobadados decorado com motivos relevados cristológicos, pontuados por heráldica régia. A Casa do Capítulo, a Nascente do Claustro, foi reconstruída em 1884 e alberga o túmulo de Alexandre Herculano. No Refeitório, paralelo à parede Oeste do Claustro e coberto por uma única abóbada abatida e polinervada, conserva-se uma pintura de Avelar Rebelo representando São Jerónimo.

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Vídeos: Mosteiro dos Jerónimos

quinta-feira, junho 07, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Paço Ducal de Vila Viçosa

Outras Designações: Palácio dos Duques de Bragança

Foi no início do século XVI que D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa. Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio erguia-se num local “caracterizado por extensos olivais e por abundância de água”, apresentando algumas semelhanças com as casas senhoriais da região, como a Sempre Noiva ou o Paço de Alvito.

Segundo Rafael Moreira, este primeiro edifício foi remodelado pelo duque D. Teodósio cerca de 1535, num projecto que incluía também a praça fronteira e os edifícios religiosos adjacentes, num “conjunto pensado como um todo”. O paço ducal adoptou então uma linguagem classicista, patente na fachada com “janelas lavradas ao modo antiguo Romano”, num modelo inspirado no Paço da Ribeira de Lisboa.

No final do século XVI, o duque D. Teodósio II patrocinou novas obras de ampliação do palácio por ocasião do seu casamento com D. Ana Velasco, sendo acrescentado um novo corpo a sul do paço velho, designado na época como Cazas Novas. O projecto foi executado por Nicolau de Frias, arquitecto régio, cujas traças desenhadas para o “reordenamento global da fachada” lhe conferiram a sua feição actual. A direcção da fábrica construtiva seria posteriormente entregue a Pedro Vaz Pereira e a Manuel Pereira Alvenéo, mestres arquitectos locais.

Daí resultou um edifício imponente, com uma monumental fachada Maneirista de dois registos, um de ordem toscana outro jónico, à qual, em 1610, foi acrescentado um terceiro piso. Nos primeiros anos do século XVII, o palácio recebia um erudito programa decorativo, considerado “um dos mais ricos acervos de pintura mural de fresco e têmpera que se encontra na paisagem artística portuguesa”. Este conjunto de pinturas, “maioritariamente fiel aos cânones estéticos do Maneirismo italianizante” estende-se pelas alas novas do paço ducal, nomeadamente a Galeria de D. Catarina, e os tectos das salas de Medusa e de David. Estas composições foram executadas entre 1600 e 1640 por diferentes pintores. A Tomás Luís, afamado pintor lisboeta, são atribuídos os tectos da Sala da Medusa e a gallerietta da duquesa D. Catarina, “duas notáveis decorações murais”. José de Avelar Rebelo pintaria os tectos da Câmara da Música do paço, uma obra já patrocinada pelo duque D. João, futuro rei D. João IV.

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Vídeo: Paço Ducal de Vila Viçosa

segunda-feira, junho 04, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Palácio de Mateus

Outras Designações: Solar de Mateus, Casa de Mateus

Os estudos referentes ao Solar de Mateus são unânimes: é uma das obras mais significativas no quadro da arquitectura civil portuguesa do período barroco. Na realidade, e apesar das muitas questões de autoria que permanecem por esclarecer, neste sumptuoso solar podemos observar um dos modelos arquitectónicos de maior erudição, que tira partido de uma planta em U, dinamizada pelos pátios e escadarias. E não apenas pelos elementos decorativos da fachada, como acontece em grande parte dos imóveis desta época. Aqui encontramos todos os elementos da arquitectura barroca, nomeadamente a simetria, a axialidade, os frontões interrompidos, as balaustradas, as escadarias e os elevados pináculos.

Actualmente, a Casa de Mateus é administrada pela Fundação com o mesmo nome, fundada em 1971, e dirigida pela família, organizando diversas actividades de âmbito cultural (cursos de música e concertos, exposições, o prémio literário D. Dinis, congressos e seminários), para além de conservar a biblioteca e o museu.

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Vídeo: Palácio de Mateus

quinta-feira, maio 31, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Ruínas de Conímbriga

Enquadrada numa zona rural e assente num planalto em forma de esporão, a zona posta a descoberto desde finais do século XIX, comumente designada por “Ruínas Romanas de Conímbriga”, possui, com a cinta muralhada, cerca de 1500 m de extensão. Contudo, quando foi conquistada em 136 a. C. durante as campanhas dirigidas por Decimo Junio Bruto, há muito que esta zona era alvo de ocupação humana, que remontaria, pelo menos, até ao Bronze Final. Chegaria a ocupar um lugar central em pleno período orientalizante do Baixo Mondego, constituindo um dos principais oppida do centro do país ao longo de toda a Idade do Ferro.

Firmada a conquista romana, a cidade beneficiou de um notório renovamento urbanístico de cariz vitruviano no tempo de Augusto, que desenvolver-se-ia sensivelmente até finais do século I d. C. Datarão, precisamente, desta época estruturas tão importantes quanto características da vivência do quotidiano citadino romano, como as termas públicas, o anfiteatro e o forum, posteriormente ampliado com a edificação de uma basílica de três naves no período Júlio-Claudiano.

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Videos: Ruínas de Conímbriga

sexta-feira, maio 25, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Templo Romano de Évora

Outras Designações: Templo de Diana

Iniciada a sua construção na época de Augusto, no século I d. C., terá sido durante as duas centúrias seguintes que a sua edificação se foi completando.

Como muitas outras edificações, também este templo sofreu alterações estruturais ao longo dos séculos. Assim, logo no século V, seria destruído durante as invasões “bárbaras”, enquanto no século XIV serviu de casa-forte ao castelo de Évora, ao mesmo tempo que de açougue. No século XIX ainda apresentava os merlões em forma de pirâmide, erguidos durante as campanhas de adaptação Mudéjar e Manuelina. Além destes elementos, eram de igual modo visíveis as empenas cegas de onde despontava uma colunata. Finalmente, em 1836, deixou de funcionar como açougue. É nesta altura que são demolidos os edifícios anexos ao alçado Norte do Templo, dando-se início àquela que poderá ser considerada como a primeira grande intervenção arqueológica empreendida entre nós, durante a qual se descobriram os tanques pertencentes a um primitivo aqueduto.

De todo o complexo, chegaram até aos nosso dias o podium (quase completo) onde, apesar do seu desmoronamento, é ainda bem visível a escadaria. O podium encontra-se estruturado numa área de cerca de 25m de comprimento, 15m de largura e 3,5m de altura, em cantaria granítica de aspecto irregular, o denominado opus incertum. Quanto às colunas, este Templo apresenta a colunata intacta, composta de 6 colunas, arquitrave e fragmentos do friso no seu topo Norte, enquanto do seu lado Oeste surgem apenas 3 colunas inteiras, uma das quais sem capitel e base, fragmentos da arquitrave e um dos frisos. Quanto à tipologia, são colunas coríntias com fustes vincadamente canelados, constituídas por 7 tambores de tamanho irregular. As colunas assentam em bases circulares de mármore branco de Estremoz. Os capitéis apresentam-se lavrados no mesmo mármore, com decoração estruturada em 3 ordens de acantos e ábacos, ornamentados de florões e flores, como malmequeres, girassóis e rosas.

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Video: Templo Romano de Évora

segunda-feira, maio 21, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Mosteiro de Alcobaça

A Abadia de Alcobaça é um dos mais importantes mosteiros cistercienses medievais. Ao estatuto de monumento emblemático da Ordem durante o século XIII, a nível europeu, juntam-se os de primeira obra inteiramente gótica de Portugal e de segundo panteão da monarquia nacional. O mosteiro foi fundado em 1153 por doação do nosso primeiro monarca a Bernardo de Claraval. A obra terá arrancado, segundo uma rígida planta Bernardina, em 1178. De acordo com os mais recentes estudos, são três os momentos distintos marcados no monumento. À primeira fase pertence o “traçado geral do convento (...) e a construção da parte mais importante da cabeceira, transepto e coro dos monges”. Devido a um mestre francês, a opção foi por uma cabeceira com capela-mor de duplo tramo, ladeada por deambulatório onde se abriam originalmente nove capelas radiantes, de planta trapezoidal com parede fundeira rectangular. Uma das suas grandes novidades foi a inclusão de arcobotantes a amparar o deambulatório, solução claramente Gótica e sem paralelo, até então, no país.

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Vídeo: Mosteiro de Alcobaça

quarta-feira, maio 16, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Torre de Belém


Outras Designações: Torre de Belém, Torre de São Vicente a Par de Belém

A Torre de Belém foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.

O novo baluarte perpetuou assim, e em pedra, essa estrutura de madeira. O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520, ao que tudo indica sob a orientação de Boitaca. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. Ao longo dos tempos foram efectuadas algumas intervenções que finalizaram com os restauros oitocentistas nas ameadas, no varandim do baluarte, no nicho da Virgem virada para o rio, e no próprio claustrim onde assenta.

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Vídeos: Torre de Belém

sexta-feira, maio 11, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Igreja e Torre dos Clérigos

Das obras do arquitecto toscano Nicolau Nasoni no Norte de Portugal, a igreja e torre dos Clérigos é, não apenas a sua obra documentada mais antiga, mas também aquela que maior projecção conheceu. A documentação que resistiu permite-nos acompanhar o andamento dos trabalhos, que tiveram início em 1732, ou seja, no ano seguinte à aprovação do plano de Nasoni pela Irmandade dos Clérigos. Esta existia desde 1707, com sede na Igreja da Misericórdia, resultando da fusão de três confrarias1. Nesse ano era presidente o deão Jerónimo de Távora e Noronha, protector de Nasoni, o que terá favorecido a escolha deste arquitecto. Como responsáveis pela obra encontramos António Pereira (responsável pelo traçado de São João Novo), o entalhador Miguel Francisco da Silva e, já na última fase, Manuel António de Sousa.

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Vídeo: Torre dos Clérigos (vista sobre a cidade do Porto)

quarta-feira, maio 09, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Igreja de São Francisco Porto

A presença dos frades franciscanos na cidade do Porto foi testemunhada logo em 1223. A construção da sua igreja iniciou-se, ao que tudo indica, em 1244, mas as resistências por parte das autoridades religiosas tradicionais da cidade determinaram que as obras se tivessem arrastado por todo o século XIII e que o resultado tenha sido um templo modesto, pequeno e, muito provavelmente, de uma só nave.
No reinado de D. Fernando procedeu-se à construção do templo que hoje subsiste. As obras iniciaram-se no ano da morte do rei, 1383, e prolongaram-se pelos primeiros anos do século XIV, entrando, provavelmente, pela segunda década. O resultado foi um templo de 3 naves de cinco tramos, transepto saliente, profusamente iluminado e cabeceira tripartida, com capela-mor mais profunda, cintada por grossos contrafortes. O modelo planimétrico adoptado não foi mais que o já ensaiado em variadíssimos templos góticos do país, a partir do gótico mendicante do século XIII. Mas a obra de São Francisco do Porto ajuda a caracterizar o Gótico nortenho da transição para a dinastia de Avis. Prova disso é o “lacrimal decorado com bolas” na parte superior das frestas da capela-mor.

Nos séculos seguintes, a igreja foi objecto de várias campanhas artísticas. Ainda do século XV, do reinado de D. João I, é a pintura mural alusiva à Senhora do Rosa, obra atribuída a António de Florentim e uma das mais conservadas no país. Da década de 30 do século XVI data a Capela de São João Baptista, desenhada por João de Castilho, e que constitui um dos momentos-chave na evolução deste que foi um dos principais arquitectos do ciclo Manuelino.

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sexta-feira, maio 04, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Fortificações de Monsaraz

Considerada uma das mais antigas vilas de Portugal, Monsaraz regista indícios de povoamento desde tempos pré-históricos, sendo inicialmente um castro fortificado. A partir de então foi sendo sucessivamente ocupada até ao período de formação da nacionalidade, sendo conquistada pela primeira vez aos Muçulmanos em 1157.
Voltando ao domínio dos almôadas depois de D. Afonso Henriques ter sido derrotado em Badajoz, a povoação viria a ser reconquistada por D. Sancho II (1232) que a doou à Ordem do Templo.

No entanto, o repovoamento cristão de Monsaraz só iria efectivar-se no reinado de Afonso III, quando o monarca lhe concedeu o primeiro foral, fixando os limites do concelho. Nos anos seguintes foi edificado o núcleo primitivo do castelo, incluindo a torre de menagem, a matriz e o tribunal Gótico, cujo interior alberga o fresco de “O Bom e o Mau Juiz”. Ao longo do século XVI e com a reforma Manuelina do foral, a povoação foi crescendo, instituindo-se localmente uma Irmandade da Misericórdia.

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Video: Fortificações de Monsaraz

quarta-feira, maio 02, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Palácio Nacional de Queluz

O Palácio de Queluz, propriedade primeira da Casa do Infantado, foi objecto de um prolongado processo de obras ao gosto e necessidade de cada residente. “Se, acerca de Mafra não se podia falar em manta de retalhos, em Queluz a expressão tem pleno cabimento. O palácio é um local feérico e despreconceituado em que a arquitectura se exibe com a transitividade da festa e a seriedade da exibição do poder”1.
A Quinta conheceu uma primeira ampliação ao pavilhão de caça que aí existia desde o século XVI, no tempo de D. Francisco, irmão de D. João V. Foi, no entanto, com D. Pedro que Queluz assumiu as proporções de verdadeiro palácio estival, conhecendo então duas grandes campanhas de obras. Na primeira, D. Pedro encontrava-se relativamente à margem da corte, e a direcção dos trabalhos e os planos foram da responsabilidade do arquitecto da Casa do Infantado, Mateus Vicente de Oliveira. A segunda ficou marcada por Jean Baptiste Robillion. Mais: AQUI
Colecções do Palácio Nacional de Queluz (CERÂMICA, ESCULTURA, MOBILIÁRIO, OURIVESARIA, PINTURA, TÊXTEIS, AZULEJARIA)

domingo, abril 29, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Fortaleza de Sagres

Outras Designações: Torre e muralhas de Sagres

Fortaleza abaluartada, muito remodelada na segunda metade do século XVIII mas integrando um torreão quinhentista. À entrada, salienta-se o portal Neoclássico da Porta da Praça. O perímetro fortificado com baterias e canhões compreende toda a Ponta de Sagres e engloba os antigos armazéns de apetrechos, as ruínas do paiol, as casamatas, a casa dos capitães e as habitações da chamada “correnteza”, que fecha a praça-de-armas pelo lado Sul. A invulgar paisagem e a presença historicamente atestada do Infante Dom Henrique (que aqui faleceu em 1460), deram a Sagres uma posição ímpar na mitografia nacional e contribuíram para a fama internacional do lugar, cuja história é indissociável da história do Promontorium Sacrum, região referenciada desde a mais remota Antiguidade e que corresponde à Costa Vicentina, desde a Ponta da Piedade ao Cabo de São Vicente e deste à Arrifana.

Aqui conhece-se uma das maiores concentrações de menires e recintos megalíticos da Europa. Aqui se situava a Igreja do Corvo, depósito das relíquias de São Vicente até ao século XII, altura em que D. Afonso Henriques as resgatou para Lisboa.

Na Fortaleza de Sagres, além da fruição do património natural e de um espectacular panorama sobre a enseada da Mareta e o Cabo de São Vicente, podem ainda visitar-se os vestígios da Vila do Infante anteriores às muralhas setecentistas, designadamente a torre-cisterna, uma muralha corta-ventos (coroada de falsas ameias) chamada “rosa-dos-ventos”, os restos das antigas habitações e quartéis e a antiga paroquial de Nossa Senhora da Graça, que exibe um conjunto de lápides sepulcrais.

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Video: Fortaleza de Sagres


Algarve Turismo: Vila do Bispo - Sagres: AQUI

quinta-feira, abril 26, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Convento e Basília de Mafra

Outras Designações: Convento de Mafra, Basílica de Mafra e Palácio de Mafra

O monumento mais importante do reinado de D. João V, que tanto influenciou a arquitectura portuguesa subsequente, inscreve-se numa lógica complexa, assente sobre princípios que pretendiam legitimar a autoridade do monarca a nível interno e externo. Na realidade, esta duplicidade de políticas esteve sempre presente nas opções do Magnânimo, condicionada pelas escolhas de D. Pedro II, mas plenamente assumida e defendida no decorrer do seu reinado. Se a imposição do seu poder no interior do país era importante, a denominada política romana visava impor Portugal no mapa europeu ao nível das mais importantes nações, como eram França e Espanha1. A Mafra, “simbólica e imensurável, caber-lhe-ia fornecer a ilustração visual e retórica de um poder absoluto, que alcançara fundir no seu corpo gigantesco a totalidade das referências que polarizam a lealdade da Nação”.

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Localização:
Palácio Nacional de Mafra
Terreiro D. João V
2640-492 Mafra

Horário:
10h00 às 17h00 (sendo a última entrada às 16h30)
Dia de encerramento: terça-feira
Feriados nos quais está encerrado: Dia de Ano Novo; 25 de Dezembro; Domingo de Páscoa; 1 de Maio; Dia da Espiga.

Posto de Turismo de Mafra:

http://www.cm-mafra.pt/turismo/palacio.asp

quarta-feira, abril 25, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Convento de Cristo Tomar

O Convento da Ordem de Cristo e o Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género. O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar. O coração da fortaleza, a Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; o lugar místico, a Igreja octogonal Templária, foi construída a Ocidente. Com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe, o Belo, Rei de França, os Templários encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada missão de Cavalaria.

Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações construídas em torno da igreja templária, há a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com 6Km de extensão mandado edificar por Filipe II. Integra os domínios conventuais uma área de floresta e cultivo, conhecida por Mata dos Sete Montes por estar confinada por sete colinas de acentuado relevo.

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Video: Convento de Cristo Tomar

segunda-feira, abril 23, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Castelo de Marvão

Marvão deve o seu nome a Ibn Marwan, figura do Islão peninsular que, pelos anos finais do século IX, aqui se fortificou em discórdia face ao califa. É precisamente desse período que data a primeira referência ao povoado, constante da crónica de Al Rázi, escrita já no século X mas que conserva parcelas dedicadas aos tempos imediatamente anteriores. Aí se menciona que o Monte é conhecido como Amaia de Ibn Maruán, por oposição a outra Amaia, a das ruínas1, que deve ser a cidade romana com o mesmo nome, localizada no sopé do monte. Esta referência, que parece corresponder aos anos de 876-877, permite concluir que, já nessa altura, Marvão era um povoado de relevância militar, uma vez que, em outras ocasiões, Ibn Marwan ameaçou retirar-se para o Monte, numa afirmação de revolta militar contra Córdova1.

Só no século XII voltamos a encontrar menções à localidade, numa altura de renovada importância estratégica enquanto ponto militar2, entre o avanço do reino cristão de Portugal, a resistência das tropas islâmicas e a proximidade para com Castela. Ainda assim, não se sabe ao certo quando terá sido conquistada, variando os autores entre as datas de 1160 e 11663. O século XIII é mais fértil em informações e delas podemos concluir que, em 1214, pertencia à coroa nacional, aparecendo mencionada na demarcação do termo de Castelo Branco4. Em 1226, terá recebido foral das mãos de D. Sancho II, não obstante alguns autores pensarem que o esforço de povoamento (na dependência das exigências militares ditadas pela proximidade da fronteira com Castela) possa recuar ao reinado de D. Afonso II5. Finalmente, em 1271, D. Afonso III doou a vila a seu filho, D. Afonso Sanches, que constituiu um verdadeiro senhorio fronteiriço na região e que chegou a fortificar-se contra seu meio-irmão, D. Dinis.
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Video: Castelo de Marvão

quarta-feira, abril 18, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Castelo de Óbidos

São ainda obscuras as origens da fortaleza. Ao que tudo indica, a sua posição dominante em relação à extensa lagoa a ocidente, favoreceu a instalação de um primitivo reduto fortificado de origem romana. A Alta Idade Média não deixou vestígios aparentes da sua presença e será apenas na viragem para o século XII, que Óbidos voltará a merecer referências documentais precisas. No mesmo impulso expansionista que levou as fronteiras de Portugal até à linha do Tejo, em 1147, a vila passou para a posse de D. Afonso Henriques, ficando para a posteridade uma tradição de tenaz resistência por parte dos muçulmanos1. Anos mais tarde, na sequência das investidas almóadas de final do século, coube a D. Sancho I reconquistar a localidade, dotando-a então de condições mais efectivas de povoamento e de organização.

O ano de 1210 é uma das datas mais marcantes da vila. Nesse ano, foi doada às rainhas, passando a figurar como uma importante localidade da casa das soberanas nacionais. Com presença assídua dos casais régios ao longo das Idades Média e Moderna, Óbidos floresceu e foi sucessivamente enriquecida por obras de arte. O mecenato artístico patrocinado por D. Leonor (século XV) e, especialmente, por D. Catarina (século XVI), marca, ainda hoje, a paisagem arquitectónica da vila.

O castelo e as muralhas de Óbidos evocam a importância da localidade na Baixa Idade Média. Apesar de serem obra inventiva do século XX, asseguram a todos os que se dirigem à vila a identidade daquele passado emblemático. Desconhecemos a configuração do perímetro amuralhado inicial, contemporâneo da acção dos nossos primeiros monarcas. A torre do Facho, no limite Sul das muralhas e ocupando um pequeno monte, tem vindo a ser atribuída à reforma de D. Sancho I.

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Video: Castelo de Óbidos

terça-feira, abril 17, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Universidade de Coimbra

Outras Designações: Paços das Escolas

Situados na parte alta de Coimbra, na zona da antiga alcáçova, dominam a cidade. Os Paços da Universidade de Coimbra, que começaram a ser construídos no século XIII, albergam hoje as instalações académicas, a Biblioteca da Universidade e o Museu de Arte Sacra. Trata-se de uma arquitectura civil residencial, educativa e científica, onde predominam os estilos Gótico, Manuelino, Renascentista, Maneirista, Barroco, Pombalino e Neoclássico.

A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas da Europa. Fundada em Lisboa em 1290, foi transferida definitivamente para Coimbra no século XVI, instalando-se no Paço Real. O edifício apenas passou a pertencer à universidade em 1597, data em que esta instituição o adquiriu durante o domínio filipino, ao Monarca Filipe II, I de Portugal.

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Video: Coimbra - Universidade de Coimbra. Música: Carlos Paredes - Balada de Coimbra

quinta-feira, abril 12, 2007

7 Maravilhas de Portugal - Castelo de Guimarães

Paradigma das origens da nacionalidade e da própria figura de D. Afonso Henriques, o Castelo de Guimarães é um dos monumentos mais representativos do imaginário medieval português. A sua construção inicial remonta ao tempo de Mumadona Dias, que o mandou edificar pelos meados do século X para defender o mosteiro de Santa Maria de Guimarães dos ataques muçulmanos e normandos. Desse primitivo reduto militar nada se sabe além do facto de ser um dos primeiros exemplos “de uma estrutura castelar erguida para assegurar a protecção de um mosteiro, um binómio que se viria a verificar muitas outras vezes nas centúrias seguintes”1.

Mais de um século depois, o Conde D. Henrique escolheu Guimarães para estabelecer a sua corte. Talvez tenha pesado na sua decisão a segurança que o Castelo de São Mamede, assim lhe tinha chamado sua fundadora, oferecia. O forte necessitaria de reformas urgentes e o conde optou por demolir parte da construção de Mumadona, ampliando a área ocupada pela fortaleza original, com novos muros que apresentam uma técnica já muito próxima do Românico.

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Video: Guimarães
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